Queridinho da crítica e indicado a quatro Oscars em 2018, entre eles o de Melhor Filme, Me Chame Pelo Seu Nome, adaptação do romance de André Aciman dirigida por Luca Guadagnino, conta a história do amor e da descoberta sexual vividos por Elio (Timothée Chalamet) e Oliver (Armie Hammer) em um verão italiano nos anos 80.

É uma história bonita, tocante e cheia de questões necessárias, mas ao mesmo tempo leve e gostosa de assistir. Se você já foi ao cinema, sabe do que estamos falando. Se ainda não, acredite, você vai terminar de ler este texto com ainda mais vontade de ver o filme. Duvida? Então acompanhe:

1. O filme tem um brasileiro na equipe de produção

Rodrigo Teixeira, que também passou por longas como Heleno, Frances Ha, Tim Maia e Alemão, foi o produtor executivo de Me Chame Pelo Seu Nome, o que, claro, deixa a gente orgulhoso independentemente da indicação e da possível vitória no Oscar.

2. Nenhum filme foi tão ovacionado na história do New York Film Festival

A plateia ficou tão encantada com Me Chame Pelo Seu Nome que dedicou a ele nada menos que 10 longos minutos de aplausos (de pé) ao fim da sessão. E não foram só os espectadores do festival que perceberam o potencial da obra. Antes mesmo da premiere, que aconteceu no Festival de Sundance – ocasião em que o filme começou a ganhar atenção –, a Sony Pictures Classics já havia comprado os seus direitos.

3. Me Chame Pelo Seu Nome deve ganhar uma continuação

O livro que deu origem ao filme tem um epílogo que aborda superficialmente os desdobramentos da relação de Elio e Oliver por um período de cerca de 20 anos. Com base nisso, Guadagnino e equipe devem retomar os trabalhos para dar vida a uma sequência do filme – e já sabemos que a discussão sobre a AIDS vai ganhar uma atenção que não foi tão explorada em Me Chame Pelo Seu Nome.

4. Parte do elenco atuou em outros longas indicados ao Oscar de Melhor Filme

Me Chame Pelo Seu Nome é um dos indicados ao Oscar de Melhor Filme, mas algumas de suas estrelas atuaram em longas que concorrem ao mesmo prêmio, como Chalamet, que fez parte do elenco de Lady Bird, e Michael Stuhlbarg, que também está em dois outros indicados ao Oscar 2018: A Forma da Água e The Post – A Guerra Secreta. Coincidência?

5. A história só existe graças a uma temporada de férias frustradas

Em 2005, os planos de André Aciman de passar as férias com a família no Mediterrâneo foram por água abaixo. Em compensação, o escritor dedicou o tempo que estaria em viagem a escrever Me Chame Pelo Seu Nome, ficcionalmente explorando o destino para o qual não viajaria mais: a Riviera Italiana. Sorte nossa.

6. Hammer e Chalamet são puro amor com os fãs do filme

Em determinada ocasião, depois de uma sessão especial de Me Chame Pelo Seu Nome em Crema, cidade italiana que serviu de cenário para o longa, os dois dançaram com fãs no meio da rua ao som de uma das músicas da trilha do filme.

7. André Aciman, autor do livro, fez uma ponta no filme

Aciman foi o companheiro de um personagem chamado Isaac, interpretado pelo produtor Peter Spears, na cena de um jantar. Segundo Spears, a equipe queria que Aciman estivesse presente na obra e, em meio a uma situação de necessidade, ninguém pensou duas vezes: lá estava o autor do livro diante das câmeras.

8. As cenas de beijo foram as únicas ensaiadas por Hammer e Chalamet

Guadagnino, o diretor do filme, não gosta de ensaios porque preza pela maior naturalidade possível, mas nas cenas de beijo a prática era liberada uma única vez para ajudar a quebrar o gelo. Em uma das ocasiões, quando o diretor pediu a Hammer e Chalamet que ensaiassem uma cena romântica na grama, os dois só se deram conta de que o diretor havia deixado o ambiente depois de um longo beijo.

9. A cena final se passa em 6 de dezembro de 1983

Me Chame Pelo Seu Nome é um filme que se desenvolve sem muitas referências temporais, exceto pelos indícios da estação do ano, como as evidências de que a história se passa no verão, e a chegada do inverno, por exemplo. A cena final – sobre a qual não vamos dar qualquer spoiler –, porém, se passa no sétimo dia do Hanukkah, a celebração judaica que dura oito dias e que, feitos os cálculos, nos leva à informação de que se tratava de 6/12/1983.

10. Aliás, a adaptação cinematográfica levou a história de 1987 para 1983

Isso deixou o filme mais leve e suavizou a intensidade que ele precisaria transmitir se respeitasse a temporalidade do romance, afinal, em 1987 o mundo já estava imerso na crise da AIDS. Assim, a versão para o cinema pôde ser mais utópica, além de ter permitido que Guadagnino montasse uma trilha sonora com base na própria infância.

11. O audiolivro de Me Chame Pelo Seu Nome foi narrado por Armie Hammer

O ator emprestou sua voz para a gravação da edição 2017 do audiolivro de Me Chame Pelo Seu Nome na versão em inglês, o que significa que, além de interpretar Oliver, como no longa, no audiolivro ele também interpretou Elio.

12. O filme é dedicado a Bill Paxton

O ator, falecido em 2017, não teve qualquer participação em Me Chame Pelo Seu Nome, mas Peter Spears, produtor do filme, tinha uma relação especial com Bill. “Meu marido, Brian Swardstrom, era o melhor amigo de Bill, além de ter agenciado a maior parte de seus trabalhos. Brian também é o agente de Chalamet (e de Tilda Swinton, que foi quem nos apresentou a Luca Guadagnino anos atrás). Brian e Bill vieram nos visitar no set de filmagem em Crema, na Itália, e então Bill e Luca, que já eram grandes admiradores do trabalho um do outro, se tornaram amigos. Foi então que Luca decidiu dedicar o filme a Bill – gesto pelo qual eu e Brian seremos eternamente gratos.”

Veja também: Me Chame Pelo Seu Nome: drama emociona com primeiro amor e descoberta sexual (crítica)

Este texto foi escrito por Rodrigo Sánchez Paredes via n-Experts.