A segunda temporada de GLOW chegou à Netflix no dia 29 de junho, todos os episódios de uma vez. E quem maratonou sabe: o final da temporada deixou todo mundo ansioso. As criadoras Liz Flahive e Carly Mensch deram entrevistas sobre isso e uma possível terceira temporada.

GLOW é sobre mulheres lutadoras, as Gorgeous Ladies of Wresteling (Lindas Mulheres da Luta-Livre) que dão nome à sigla. Na série, elas participam de um reality show de mulheres lutadoras.

No episódio final da segunda temporada, Ruth Wilder (Alison Brie), Debbie Egan (Betty Gilpin), o diretor Sam Sylvia (Marc Maron) e o resto da equipe estão indo para Las Vegas! Mas essa fase não foi nada fácil: apesar dos esforços, a GLOW (dentro da série) é cancelada. Além disso, a emissora detém os direitos dos personagens, então a produção não pode ser vendida; ou seja, elas acabam tendo que ir para Las Vegas participar de uma versão ao vivo do programa de GLOW.

"Eu nunca estive em Vegas", Ruth diz a Sam, superotimista após beijar seu novo namorado. Ele responde com um sorriso meio sabe-tudo: "Ah... Você vai odiar". E é assim que termina a temporada. Segundo as criadoras, essa cena agourenta dá uma ideia de como será o futuro da GLOW.

"Nós não pensamos que Vegas era um lugar completamente otimista. É um lugar que faz nossos pelos se arrepiarem como 'Ah, não, o que vai acontecer lá?' É um lugar que nos deixa profundamente desconfortáveis, e estávamos empolgadas para levar a história e as mulheres para lá, para então vermos o que acontece."

GLOW planeja explorar a história de mais personagens

A série não foi renovada para a terceira temporada — mas não se preocupe: a Netflix ainda não renovou nenhuma. Mas Flahive e Mensch estão empolgadas. "Nós temos milhares de ideias do que queremos que aconteça, tanto em Vegas quanto além dela. Mas ainda vamos ver."

"Nós temos alguns sonhos, mas nem sempre sabemos para onde eles vão", garante Flahive. "Nós temos alguns arcos de personagens e outras ideias prontas; o suficiente para estabilizar e para ir em frente, e ainda existe muita coisa que parece incrível e disponível conforme nós construímos."

Embora a primeira temporada tenha focado na apresentação da série e das personagens, a segunda foi bem diferente. As criadoras aproveitaram para inserir uma personagem lésbica (finalmente!): Yolanda (Shakira Barrera). Em seu arco, ela se envolve com Arthie (Sunita Mani), e trabalhar esse relacionamento deixou as criadoras empolgadíssimas.

"Eu espero que tenhamos o número de temporadas que estamos sonhando ter, porque eu acho que podemos explorar cada uma das personagens igualmente", comentou Flahive, sobre focar a temporada em Arthie, Tamme (Kia Stevens) e o produtor Bash Howard (Chris Lowell). "Uma coisa que é tanto uma bênção quanto um desafio da harmonia de GLOW é que existem muitas delas. Nós somos uma série de meia hora, o que eu amo. Mas isso também significa que vamos nos apoiar nas pessoas quando chegar a hora daquela personagem. Na primeira temporada, tínhamos uma estrutura que precisávamos aperfeiçoar e, francamente, isso não nos deu liberdade para ter um episódio como o quarto da segunda temporada, que basicamente segue duas personagens [Tammie e Debbie] e as traz de volta para a série."

"A liberdade da segunda temporada é incrível, e ter mais liberdade nas próximas temporadas nos permite caminhar para mais do que vocês sabem agora, amar as personagens e entender a história da série e a luta. Nós temos essas 15 mulheres incríveis e, nas nossas ideias, no fim da série vocês irão conhecer todas profundamente."

Continuando com a história de Bash

Como a série se passa na Hollywood de 1985, a sexualidade do produtor Bash foi bastante explorada. Na segunda temporada, Florian (o mordomo dele) morreu de uma doença em consequência da AIDS, e o relacionamento dos dois parecia bem mais profundo do que eles demonstravam.

"Existe uma realidade, em termos do que acontecia em 1985, que parecia importante não apenas ter coragem de contar, mas também contar através das lentes dos nossos personagens. Se nós tivermos um personagem lutando — mesmo sem ter consciência — com quem ele é em termos de identidade, isso é algo extremamente forte. É algo que nós sempre abordamos com o Bash. Obviamente, existe a questão de ele vir de uma família endinheirada e republicana, existe uma tensão ali. Sendo GLOW uma ideia sua, o que isso significa para aquele cara? O que ele está tentando trabalhar ou reprimir? Estamos tentando contar uma história bem complicada com Bash. Apesar de termos muitos outros personagens, isso pareceu realmente importante."

E quando perguntaram a Alison Brie, que interpreta Ruth, quantas temporadas ela espera que GLOW tenha, a atriz foi enfática: "Me dê seis temporadas e eu ficarei feliz. Nós fizemos duas, me dê pelo menos quatro e eu serei uma garota feliz!".

Não dá para não concordar, né?

Este texto foi escrito por Verenna Klein via nexperts.