12 Monkeys chegou ao fim, mas não sem propor um retorno ao seu começo. O episódio final, que foi ao ar na semana passada nos Estados Unidos, trouxe respostas importantes, mas também apresentou aos espectadores um desfecho surpreendente entre Cassie e Cole e deixou no ar uma dúvida cuja solução vai caber exclusivamente à criatividade de cada um dos seus fãs.

Em entrevista ao portal TV Line, Terry Matalas, produtor-executivo da série, revelou detalhes sobre a conclusão das histórias dos principais personagens e deu pistas sobre a simbologia da última cena e a conexão dela com o resto da história. Confira alguns trechos!

A mensagem final da série

Terry destacou que a mensagem final da série está toda na última fala de Cole. Para o produtor, sempre que o assunto é viagem no tempo, costumamos falar muito sobre passado e futuro, mas não nos atemos ao presente. Essa foi a maior das propostas de 12 Monkeys: ater-se à importância do agora e transmitir essa preocupação.

Cassie e Cole: final feliz inesperado

Os espectadores podem até ter ficado surpresos com o desfecho da história entre Cassie e Cole, mas Terry sempre soube que seria assim. “Eu me lembro, lá na primeira temporada, de falar para as pessoas que a série terminaria desse jeito”, revelou. Terry dizia que, apesar de acharem que Cole havia sido apagado para sempre, ele ainda encontraria o caminho de volta para Cassie.

O produtor concorda que a série até poderia recorrer a um fim menos convencional e que o trabalho dos roteiristas era fazer com que todos acreditassem nisso até o fim, mas gosta dos finais felizes. Ele ainda comentou que há outra maneira de enxergar o desfecho da série: “Você pode olhar para a última imagem do episódio, a cena da folha vermelha, e se perguntar: 'Será que a Cassie realmente desligou a máquina em Titan? Ou tem algo mais acontecendo aqui?'. O desfecho certo é aquele que você escolher”.

A cena da folha vermelha: mau presságio?

Sobre a cena da folha vermelha, Terry voltou a dizer que tudo depende da interpretação dos espectadores. Apesar disso, ele admitiu ter a sua própria resposta: “No desfecho que idealizei, eles salvam o mundo. Mas há divergências entre os roteiristas, incluindo aí a ideia de que os personagens estariam na Floresta Vermelha, onde as pessoas têm almas sinistras. Não se pode desconsiderar essa possibilidade”, revelou. O produtor afirmou, ainda, que a folha é a imagem mais icônica da série, capaz de simbolizar a mensagem sobre a importância do agora: “Seja o desfecho feliz ou trágico, a folha vermelha ainda é a melhor escolha”.

Pequenos detalhes: encaixando as peças

Questionado sobre as lembranças de Cassie sobre a volta a 2013, Terry explicou que tudo começa como um eco, mas evolui para uma lembrança de fato. O mesmo ocorre com Jones. Para o produtor, se o episódio tivesse ido em frente, teria revelado que eles estavam procurando uns pelos outros e que certamente, juntos, se lembrariam dos tempos passados, cheios de aventura. E um detalhe: o sorrisinho de Jones no fim foi, sim, um sinal de que ela se lembra do que fez para salvar Cole.

Já ao ser indagado sobre a possibilidade de Jones ter infringido as leis do universo e quais seriam as possíveis consequências, Terry se esquivou. “Acho que essa seria uma pergunta para uma quinta temporada. Quem sabe?”, brincou.

Sobre Olivia, o produtor afirmou que ela pode ou não ter sido a Testemunha – de novo, depende da interpretação de cada um. Terry aponta que ela já havia sido alertada sobre o fato de que a verdadeira Testemunha traria a Floresta Vermelha à tona por conta do seu medo da solidão. A partir daí, é uma questão de juntar os fatos e usar a imaginação. Quem acredita que Cassie desligou a máquina em Titan pode argumentar que ela seja a verdadeira Testemunha. Quem acha que Cassie e Cole salvaram o mundo e viveram para ver o resultado, porém, teria em Olivia a verdadeira Testemunha.

Quando o assunto é Deacon, o produtor disse que não sabia sobre a questão da viagem no tempo até ter o sangramento no nariz no sétimo episódio da quarta temporada, quando percebe que o West VII está chegando para uma última batalha. O mesmo acontece com Jennifer: a transformação que traz a verdade à tona é simbolizada pelo sangramento. Então, no oitavo episódio da quarta temporada, antes de sua morte, Deacon revela a Cole que sabia do seu destino.

Curiosidades sobre a escolha da trilha de encerramento

Terry revelou que a música que fecha o episódio, “Time of My Life”, não foi a primeira opção da equipe. “Queríamos ‘Don't Stop Believin’, do Journey, mas a banda não topou. E que bom, porque não seria mesmo a melhor decisão. Por acaso, eu tinha ‘Time of My Life’ no telefone e me dei conta de que ela seria a escolha perfeita. Fizemos o teste, gostamos e conseguimos a música”, contou.

Despedidas marcantes

Questionado sobre qual foi a despedida mais marcante, Terry contou que não é capaz de fazer uma escolha. “Quando a Jennifer se despede e lança aquele olhar para o Cole, e então para a máquina e diz ‘Até mais, garota’, é quase como um soco no estômago. Também adoro que a última fala da Cassie seja ‘Vejo você em breve’. Todos adoramos cada uma das cenas finais. Não adianta, todos os personagens são especiais para nós que trabalhamos na construção desse desfecho juntos”, revelou.

Este texto foi escrito por Rodrigo Sánchez via nexperts.