O produtor Ryan Murphy (Glee), que assinou um contrato de US$ 300 milhões com a Netflix, anunciou que adaptará o musical The Prom para o serviço de streaming. Sua expectativa é que a peça da Broadway entre para o catálogo como filme em 2020.

O anúncio aconteceu durante uma sessão especial do musical em Nova York para arrecadar fundos para instituições como GLAAD, Hetrick-Martin Institute e The Trevor Project. A plateia estava repleta de jovens LGBTQ e artistas que apoiam o movimento, como Billy Porter, Glenn Close e Sarah Jessica Parker.

The Prom se juntará ao verdadeiro império que Murphy tem construído na Netflix. Outros títulos com os quais o produtor tem envolvimento são a comédia adolescente The Politician, estrelada por Ben Platt e Gwyneth Paltrow, e a história original Ratched, protagonizada por Sarah Paulson.

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The Prom: Ryan Murphy adapta musical como filme para a Netflix

Ainda em sua primeira temporada na Broadway, The Prom tem direção de Casey Nicholaw (The Book of Mormon), músicas de Matthew Sklar (The Wedding Singer) e letras de Chad Beguelin (Aladdin). O roteiro é fruto de uma parceria de Beguelin e Bob Martin (The Drowsy Chaperone).

A história é protagonizada por Dee Dee Allen e Barry Glickman, dois atores de teatro que são demolidos pela crítica em sua estreia no musical Eleanor!: The Eleanor Roosevelt Story por não conseguirem se conectar com os personagens que interpretam. Para contornar esse verdadeiro desastre de relações públicas, a dupla pede a ajuda de Angie Dickison e Trent Oliver, que sugerem que eles façam exatamente o que qualquer artista faria nessa situação: encontrar uma causa na qual eles possam fazer alguma diferença para ganhar publicidade positiva.

Assim, eles vão parar na pequena cidade de Edgewater, no estado de Indiana, onde uma adolescente chamada Emma Nolan tenta levar a namorada, Alyssa Greene, ao baile de formatura da escola. No começo, a tentativa de ajuda parece piorar a situação, mas acaba ensinando muito a todos os envolvidos.

Em sua crítica, a revista norte-americana Entertainment Weekly nota que o musical traz uma mensagem importante sobre aceitação, apesar de tratar temas sérios, como a homofobia, de forma superficial. A publicação também notou que a peça parece um episódio de Glee, uma das principais obras de Murphy.

Este texto foi escrito por Kamylla Silva via nexperts.