Se tem uma coisa que não pode ser negada é o impacto que "Tales of the City", escrito pelo jornalista Armistead Maupin, causou na vida de diversos LGBTQ ao longo dos anos. As histórias que começaram como uma coluna de jornal em 1976 se tornaram páginas de livros e foram adaptadas para uma minissérie em 1993 pela PBS.

Assim como acompanhamos a comunidade LGBTQ que vive no número 28 de Barbary Lane, lar de Mary Ann Singleton e de Anna Madrigal, neste ano revisitaremos esse mundo em um reboot produzido pela Netflix, intitulado Crônicas de San Francisco no Brasil.

Na noite da última segunda-feira (03) aconteceu a première da série em Nova York. O elenco e os criadores indicaram "Tales" como um triunfo não apenas aos personagens já queridos mas também para os escritores e artistas queer que participaram da sequência. Toda a equipe de roteiristas foi formada inteiramente por LGBTQ, o que, segundo Alan Poul, produtor da minissérie de 1993 e um dos produtores-executivos e diretor do reboot, foi fundamental.

"Ter uma sala de escritores queer, um grupo para o qual ninguém tinha que explicar as coisas, onde as coisas que têm passado pela nossa cabeça e as experiências que tivemos crescendo queer poderiam ser o nosso terreno em comum fez uma grande diferença", declarou Poul em entrevista à Variety.

Crônicas de San Francisco: diversidade LGBTQ em série da Netflix

O reboot também apresentará atores queer negros e aprofundará as questões trans. "Acho que o que está acontecendo agora e que importa tanto é que as narrativas em torno da comunidade trans podem se tornar mais sofisticadas, mais sutis, porque ela nos conhece", declarou à Variety a atriz e ativista trans Jen Richards, que representará Anna Madrigal mais jovem.

A série retornará com 10 episódios e mostrará a volta de Mary Ann (Laura Linney) a San Francisco, onde se reencontra a filha Shawna (Ellen Page) e o ex-marido Brian (Paul Gross) 20 anos após abandoná-los para investir em sua carreira. Fugindo da crise de meia-idade criada por sua vida "perfeita", Mary Ann logo é atraída para a órbita de Anna Madrigal (Olympia Dukakis) e da nova geração de LGBTQ residente no Baby Lane.

A produção fará de tudo para ganhar novos fãs e aumentar o carinho dos antigos com sua imensa diversidade e narrativa emocionante.

A estreia de Crônicas de San Francisco está marcada para o dia 7 de junho.

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Este texto foi escrito por Rafaela Ferreira da Silva via nexperts.