Jim Parsons acaba de encerrar um ciclo que durou 12 anos; o ator se despediu do personagem Sheldon em The Big Bang Theory e embarca em uma nova fase. Depois de quatro Emmys, Parsons estará na adaptação da Netflix de The Boys in the Band que será produzido por Ryan Murphy e começa a ser filmado em julho.

Em entrevista à Variety, Parsons explicou que “não importa o quanto você seja bem-sucedido, não dá para fazer check-in na mesma vaga de estacionamento por 12 anos”. O ator disse também que, por estar em uma carreira criativa, ainda anseia ver “alguns furacões no coração”.

Por mais que Parsons tenha se despedido de Sheldon, a legião de fãs que ele construiu com certeza continuará assistindo a Young Sheldon, série derivada de The Big Bang Theory que acompanha a infância do nerd e conta com a interpretação de Iain Armitage (Big Little Lies) no papel principal.

Eu interpretei tudo o que pude com esse personagem, algumas pessoas possivelmente teriam seguido por mais tempo, eu não quero dizer o show, mas nesta relação com o personagem. Mas eu sinto que realmente o material foi o que precisava ser”, completou Jim Parsons.

Após fim de The Big Bang Theory, Jim Parsons comenta nova fase da vida

O período off-season trouxe oportunidades criativas como The Boys in the Band. O drama é sobre um grupo de homens gays que, lutando contra uma sociedade que não os quer, se reúnem em uma noite de camaradagem amargurada. Parsons revela que seu novo personagem está “nadando o mais rápido que pode para se manter acima das águas de sua própria psiqué torturada e de seus próprios sentimentos”.

O ator observou a velocidade das mudanças sociais em seu trabalho e em sua vida. Ele contou que na sua juventude “as paradas gays o assustavam, porque estava cheio de pessoas ao meu redor que ridicularizavam essas demonstrações de orgulho”. Mais tarde, Parsons relata que só contou para sua família sobre sua sexualidade quando conheceu seu marido, Todd Spiewak.

Sem querer ofender os homens que namorei antes de Todd, mas em algum lugar lá no fundo, eu sabia que não havia alternativa a não ser enfrentar isso e permitir que eles conhecessem aquela pessoa oficialmente”, completou Parsons. A notícia de seu relacionamento veio a público em 2012, um ano depois da apresentação da peça canônica The Normal Heart na Broadway, de uma maneira bem discreta, em uma divulgação improvisada no New York Times.

No entanto, isso não quer dizer que hoje em dia Jim Parsons seja discreto em relação a seu orgulho. O ator defende o direito de estar em público e anuncia que “se você ainda tem algum problema com pessoas gays, então você tem um problema direto comigo” e termina afirmando que “às vezes, é muito bom ser capaz de sentir uma raiva justa e isso é um grande alívio”.

Jim Parsons, depois de The Big Bang Theory, demonstra amadurecimento em seus trabalhos e a relevância que eles têm socialmente. Enquanto The Boys in The Band expressa um lado mais selvagem da equação, o ator também produziu Special, série da Netflix que retrata a vida de um homem gay com paralisia cerebral, mas o destaque está na delicadeza com a qual os mais diversos assuntos são tratados. “Ele se sentia como eu”, diz Parsons, “há muitas experiências que não temos em comum e não vemos as coisas da mesma maneira. No entanto, há algo semelhante em um nível muito mais profundo”.

Essa trajetória soa como um processo de evolução ao conceito de orgulho e que pode durar uma vida toda, “é a descoberta de uma força e poder que talvez você não tenha percebido que precisava”.

Este texto foi escrito por Amarílis Virgínia Ferreira via nexperts.