A cantora galesa Duffy, que no início de 2020 revelou que havia sido sequestrada e estuprada, se posicionou publicamente contra o filme 365 DNI (365 Dias), da Netflix.

No filme, uma jovem polonesa é sequestrada e mantida em cativeiro pelo líder da máfia siciliana na Itália. O mafioso dá 365 dias para que ela se apaixone por ele.

  Netflix/Reprodução

Segundo Duffy, a produção da Netflix “glamouriza a realidade brutal do tráfico sexual, sequestro e estupro”. Ela fez uma carta aberta, dirigida à Reed Hastings, CEO e cofundador da Netflix, na qual ela diz que a decisão da plataforma em exibir o filme é “irresponsável”. 

“Eu simplesmente não consigo imaginar como a Netflix poderia ignorar o quão descuidado, insensível e perigoso isso é”, disse a cantora, que continuou. “Essa não deve ser a ideia de entretenimento de ninguém, nem deve ser descrita como tal, nem ser comercializada dessa maneira”.

  Instagram/Reprodução 
A cantora Duffy

365 DNI vem causando polêmica desde o seu lançamento, quando o público dividiu opiniões em relação ao contexto apresentado na trama.

365 DNI foi lançado no início do ano nos cinemas da Polônia, onde arrecadou US$ 9 milhões em bilheteria. O filme também foi exibido no Reino Unido. Em junho, a Netflix passou a distribuir mundialmente o filme através do streaming. Hoje, a produção ainda figura no Top 10 de filmes mais assistidos na Netflix em vários países.

O sucesso de público fez a Netflix cogitar a sequência do filme. O ator Michele Morrone, que interpreta o líder da máfia, teria confirmado que participará da continuação.

No entanto, a Netflix ainda não confirmou a continuação de 365 DNI.

Texto escrito por Marcelo de Morais via Nexperts.